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Impulso historiográfico (2019) é um híbrido de trabalho artístico e ensaístico. Reescrevo, em forma de paráfrase, o artigo seminal de Hal Foster, “An Archival Impulse”, publicado em 2004 na revista October. O raciocínio é feito em... more
Impulso historiográfico (2019) é um híbrido de trabalho artístico e ensaístico. Reescrevo, em forma de paráfrase, o artigo seminal de Hal Foster, “An Archival Impulse”, publicado em 2004 na revista October. O raciocínio é feito em paralelo, com base em três artistas, tal qual ele o fez. No lugar de Thomas Hirschhorn, Tacita Dean e Sam Durant, artistas discutidos por Foster, tomo a liberdade de analisar Bruno Moreschi, Bianca Turner e Tiago Sant’ana. Sigo no meu texto exatamente a mesa estrutura de Foster, reproduzindo o padrão gráfico da revista October e respeitando, inclusive, o mesmo posicionamento das notas de rodapé e das imagens que aparecem em “An Archival Impulse”. Mais informações aqui.
O Simpósio “Apropriações do (in)comum: espaço público e privado em tempo de mobilidade” integrou a etapa paulista do 3o Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis. A parceria estabelecida entre o Festival Vivo... more
O Simpósio “Apropriações do (in)comum: espaço público e privado em tempo de mobilidade” integrou a etapa paulista do 3o Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis. A parceria estabelecida entre o Festival Vivo arte.mov, o Instituto Sergio Motta e a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo proporcionou a realização de dois dias de intensos debates, com diversos convidados nacionais e internacionais, que apresentaram reflexões e questões a partir de uma perspectiva do uso consciente e crítico das tecnologias portáteis.
HTTPVideo, HTTPTags e HTTPSom foram festivais realizados em 2008 pelo Instituto Sergio Motta, com curadoria de Giselle Beiguelman, em três plataformas significativas da Web 2.0: YouTube, Delicious e MySpace. A iniciativa de realizá-los... more
HTTPVideo, HTTPTags e HTTPSom foram festivais realizados em 2008 pelo Instituto Sergio Motta, com curadoria de Giselle Beiguelman, em três plataformas significativas da Web 2.0: YouTube, Delicious e MySpace. A iniciativa de realizá-los respondia à necessidade de desdobrar as ações do Instituto na internet, ampliando a gama de público com que dialogávamos, e a vontade de gerar espaços temporários de criação. que funcionassem também como arenas críticas para uma produção emergente.
The Sergio Motta Institute held three festivals in 2008 using three significant Web 2.0 platforms: YouTube, Delicious and MySpace. This initiative responded to the need to develop the Institute’s internet work and broaden the spectrum of... more
The Sergio Motta Institute held three festivals in 2008 using three significant Web 2.0 platforms: YouTube, Delicious and MySpace. This initiative responded to the need to develop the Institute’s internet work and broaden the spectrum of the community we dialog with, while generating temporary spaces for creative work also functioning as critical arenas for emerging production. This e-book documents the HTTPs festivals and brings crtical texts by Paula Alzugaray, Juliana Monachesi, Marcos Boffa and myself, with many pictures, videos and links. Graphic Design by Marcus Bastos.
appropriations of the (un) common public and private space in times of mobility
Research Interests:
Beneficiário: Giselle Beiguelman. Instituição: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Universidade de São Paulo (USP).
The book Possible Futures: art, museums and digital archives is dedicated to the discussion of preserving digital memory and culture, bringing together internationally renowned experts of the field of conservation of digital art,... more
The book Possible Futures: art, museums and digital archives is dedicated to the discussion of preserving digital memory and culture, bringing together internationally renowned experts of the field of conservation of digital art, collections digitization, database politics and aesthetics. It is published by Editora Peirópolis and Edusp and it is available in paperback and ebook editions.
Research Interests:
HTTPpix e HTTPvideo foram dois festivais de imagem on-line, realizados em 2008 e 2010, sobre o estatuto e a produção de imagens na contemporaneidade. Por um lado, destacavam a importância e a relevância de plataformas do tipo YouTube e... more
HTTPpix e HTTPvideo foram dois festivais de imagem on-line, realizados em 2008 e 2010,  sobre o estatuto e a produção de imagens na contemporaneidade.
Por um lado, destacavam a importância e a relevância de plataformas do tipo YouTube e Flickr como espaços não só de circulação de imagens, mas também para novas formas de sociabilidade baseados em comunidades fluidas de consumidores e produtores de vídeos
e fotos. Desse ponto de vista, os festivais funcionaram como uma celebração da cultura de rede e de sua capacidade de permitir a configuração de contextos expositivos não institucionais.
Por outro lado, abriam a possibilidade de analisar criticamente a produção que circula nesses canais, investigando as estratégias de agregar seguidores e construir popularidade, as tendências estéticas que fomentam e consolidam, e os modos pelos quais se relacionam
com o imaginário corporativo que se enuncia nas redes sociais. Nessa perspectiva, os HTTPs foram festivais de e para reflexão.
Os festivais foram realizados pelo Instituto Sergio Motta, concebidos pela sua Diretora Artística, Giselle Beiguelman.
Este volume reúne o catálogo dos festivais e um conjunto de textos críticos de teóricos convidados.
O livro de Giselle Beiguelman, "The Book After the Book", é uma espécie de Bíblia webarte, sobre todas as coisas relacionadas à arte e aos dados. Se os artistas da rede acreditassem em obras-primas, o que não acontece, esta seria uma das... more
O livro de Giselle Beiguelman, "The Book After the Book", é uma espécie de Bíblia webarte, sobre todas as coisas relacionadas à arte e aos dados. Se os artistas da rede acreditassem em obras-primas, o que não acontece, esta seria uma das principais obras-primas d webarte já surgidas no planeta Terra. Navegar por seu índice de leituras poéticas é como encontrar a droga VR definitiva -- a obra nos transporta para outro espaço mental, onde tudo está em fluxo (e não fixo), e você sabe que acaba de encontrar o Borges do mundo da arte digital.

Mark Amerika, Universidade do Colorado, Boulder. Autor de Grammatron e Filmtext

Em O Livro depois do Livro, um trabalho focado na narrativa não-linear, Giselle Beiguelman procura explorar o futuro da leitura e da escritura.

Stephen Wilson, professor da San Francisco State University em Information Arts: Intersections of Art, Science, and Technology (MIT Press, 2001)

O Livro depois do Livro é um cruzamento de webficção com ensaio criativo sobre as condições da leitura e da escritura na Rede. Sua autora parece estar nos dizendo que é impossível escrever sobre narrativas não-lineares linearmente.


Jane Dorner, editora e professora de redação para Internet da Open University (Inglaterra) em Creative Web Writing (A & C Black, 2002).
Esta publicación es testimonio del simposio Nomadismos Tecnológicos, primer resultado de la colaboración entre el Espacio Fundación Telefónica y el Instituto Sergio Motta. Un proyecto que responde a las políticas de ambas instituciones... more
Esta publicación es testimonio del simposio Nomadismos Tecnológicos,
primer resultado de la colaboración entre el Espacio
Fundación Telefónica y el Instituto Sergio Motta. Un proyecto
que responde a las políticas de ambas instituciones para incentivar
las artes tecnológicas a partir de una praxis de estudio, promoción
de obras, llamado a concursos y premios nacionales, y la
realización de estos encuentros que convocan a artistas y teóricos.
La invitación para esta conferencia de Buenos Aires ha buscado
reunir referentes internacionales que se destacan en el
pensamiento sobre los usos masivos y la práctica artística con
las tecnologías móviles. Esta compilación de los textos propone
un recorrido intelectual y crítico, que brinda un panorama de
análisis conceptual sobre este aspecto crucial de las relaciones
entre los medios de comunicación y las variables de creación
artística con dispositivos tecnológicos.
Link-se é uma coletânea de artigos que discutem aspectos fundamentais da criação, produção e circulação na cultura das redes. Arte, mídia, política e o emergente nomadismo wireless (sem fio) são comentados aqui em textos ágeis, críticos e... more
Link-se é uma coletânea de artigos que discutem aspectos fundamentais da criação, produção e circulação na cultura das redes. Arte, mídia, política e o emergente nomadismo wireless (sem fio) são comentados aqui em textos ágeis, críticos e bem-humorados que abrem novas perspectivas para análise e fruição da cibercultura.
A III Mostra 3M de Arte Digital reuniu 15 artistas que, em conjunto e em cada uma de suas obras, refletiram, de formas variadas, sobre as relações entre mídia e cultura, apropriando-se das tecnologias, em todas as suas vertentes... more
A III Mostra 3M de Arte Digital reuniu 15 artistas que, em conjunto e em cada uma de suas obras, refletiram, de formas variadas, sobre as relações entre mídia e cultura, apropriando-se das tecnologias, em todas as suas vertentes (analógicas, mecânicas, eletrônicas e digitais).
Os textos sobre sua participação na exposição são resultado de entrevistas individuais em que conversamos sobre os projetos apresentados, as relações de sua produção com o Brasil e suas interpretações do conceito central da Mostra, "Tecnofagias".

The III 3M Digital Art Exhibition has gathered 15 artists who, as a group and in each one of their works, reflect in different ways the relations among media and culture, appropriating technologies in all of their versants (analog, mechanic, electronic and digital). The texts about their participation in the exhibition are the result of individual interviews in which we have talked about the projects presented, the relationships between their production and Brazil, and their interpretations of the
show’s central concept, "Technophagy".
Research Interests:
Beneficiário: Giselle Beiguelman. Instituição: Universidade de São Paulo.
(Tese de Doutorado em História. FFLCH-USP, 1991)
Publicação: Edusp/ Perspectiva. Apoio Fapesp.
Catálogo da exposição Cinema Lascado realizada na Caixa Cultural, em São Paulo, entre 16 de julho e 25 de setembro de 2016. Sob curadoria de Eder Chiodetto, a mostra fez um recorte dos últimos 10 anos da produção artística de Giselle... more
Catálogo da exposição Cinema Lascado realizada na Caixa Cultural, em São Paulo, entre 16 de julho e 25 de setembro de 2016. Sob curadoria de Eder Chiodetto, a mostra fez um recorte dos últimos 10 anos da produção artística de Giselle Beiguelman com foco em suas pesquisas sobre imagem digital, estéticas da obsolescência tecnológica (glitch) e paisagens urbanas arruinadas.

Exhibition catalog of Cinema Lascado exhibition. From July 16 to September 25th Caixa Cultural presented Cinema Lascado (Chipped Cinema) a retrospective devoted to the last ten years of Giselle Beiguelman production in the digital image field production. Curated by Eder Chiodetto the exhibition focus aesthetics of obsolescence (glitch) and fragmented urban landscapes.
Research Interests:
A internet não esquece, mas a cultura digital não nos deixa lembrar. Produzimos e publicamos em escalas de petabytes em serviços que podem desaparecer a qualquer momento. Nossos equipamentos deixam de funcionar na velocidade de um clique... more
A internet não esquece, mas a cultura digital não nos deixa
lembrar. Produzimos e publicamos em escalas de petabytes
em serviços que podem desaparecer a qualquer
momento. Nossos equipamentos deixam de funcionar na
velocidade de um clique e uma estranha nostalgia de um
passado não vivido invade o circuito de consumo pop.
Como lidar com memórias tão instáveis, que se esgotam
juntamente com a duração dos equipamentos e cujas tipologias
não correspondem aos modelos de catalogação
das coleções de museus e arquivos? Que memória estamos
construindo nas redes, onde o presente mais que
imediato parece ser o tempo essencial? Isso explicaria a
coqueluche retrô e o delírio futurista que assolam a vida
cultural sob a rubrica do design de experiência?
As perguntas multiplicam-se e indicam a premência  da discussão sobre a memória no campo da cultura contemporânea.
Ele será abordado aqui a partir de três pontos
de vista: as especificidades da preservação de obras
artísticas produzidas com meios digitais; a temporalidade
vivida nas redes sociais; e alguns aspectos do design
de experiência e sua vocação para abordagens temáticas
do passado, que repercutem as questões apresentadas
neste ensaio.
This paper describes the overdose situation of documentary production fostered by social networks and its impact on the traditional forms of storage and the contemporary memory culture. It situates the specificity of net art in its... more
This paper describes the overdose situation of documentary production fostered by social networks and its impact on the traditional forms of storage and the contemporary memory culture. It situates the specificity of net art in its connection to dynamic and systemic environments of flow, over which there is no control, implying new conservation parameters and
investigates the particular aesthetics. It problematizes the political instances that have turned the Internet into a surveillance environment, denying access to older sites and affecting the preservation of online art.
In the end, it presents how we are working with Museum of Contemporary Art of the University of Sao Paulo (MAC-USP), in the development of a methodology to deal with net art pieces in the museological universe.
The discussion is based on the case of The Book after the Book website
(1999), which required a series of updates and reprogramming of codes in
the process of migration to the museum collection. Based on this experience, we suggest a reflection about net art museums as museums of the unfinished, unrepaired and unrecovered. This strategy may allow dealing with irreversible losses, without counting on the following process of disappearance of the artworks.
Com textos críticos de Paulo Herkenhoff, Agnaldo Farias e Renato Cymbalista o catálogo de Monumento Nenhum e Chacina da Luz traz análises aprofundadas das instalações de Giselle Beiguelman realizadas no Museu da Cidade de São Paulo. Os... more
Com textos críticos de Paulo Herkenhoff, Agnaldo Farias e Renato Cymbalista o catálogo de Monumento Nenhum e Chacina da Luz traz análises aprofundadas das instalações de Giselle Beiguelman realizadas no Museu da Cidade de São Paulo. Os textos de Herkenhoff, Farias e Cymbalista refletem também sobre as políticas públicas de memória, as instituições artísticas brasileiras e os impasses da história do patrimônio cultural da cidade de São Paulo.

Um ensaio da artista Giselle Beiguelman pondera sobre as motivações do projeto e situa as intervenções no contexto da história urbana de São Paulo e do Museu da Cidade de São Paulo.

O volume traz ainda um conjunto de 12 postais com imagens exclusivas da fotógrafa Ana Ottoni e Ioram Finguerman. Desenhos técnicos e ilustrações das peças, de autoria de Luis Felipe Abbud, que assina a direção de arte do volume, detalham as instalações e os procedimentos de sua implantação
This chapter discusses some urban interventions I did using commercial electronic billboards in São Paulo between 2002 and 2004. All the projects happened in networked environments, dealing with collective forms of appropriation of the... more
This chapter discusses some urban interventions I did using commercial electronic billboards in São Paulo between 2002 and 2004. All the projects happened in networked environments, dealing with collective forms of appropriation of the advertisement system as public space.
They allow us to discuss public art in a nomadic context where the interface becomes the message.
... in order to ap-prehend the particularities of cyberliterature, without falling into a game of metaphors that mask its newness. However, this approach imposes three fun-damental challenges:(1) a rigorous historical analysis, in order... more
... in order to ap-prehend the particularities of cyberliterature, without falling into a game of metaphors that mask its newness. However, this approach imposes three fun-damental challenges:(1) a rigorous historical analysis, in order to locate cyber-literature, recognizing its ...
Resumo: Este artigo parte de uma análise do conteúdo visual compartilhado no Instagram sobre o Museu Nacional do Rio de Janeiro após o incêndio que destruiu quase a totalidade de sua coleção, em 2 de setembro de 2018. Focando na hashtag... more
Resumo: Este artigo parte de uma análise do conteúdo visual compartilhado no Instagram sobre o Museu Nacional do Rio de Janeiro após o incêndio que destruiu quase a totalidade de sua coleção, em 2 de setembro de 2018. Focando na hashtag #museunacionalvive, e concentrando a busca no primeiro ano após o trágico episódio, discutimos como esse arquivo sem museu (Foster, 1996) pode ser visto como um memorial difuso criado por memórias coletivas. Argumentamos, ainda, que esse memorial involuntário que surge de forma espontânea com o compartilhamento de imagens pessoais de arquivo ou de outras categorias existe também como uma compensação para a falta de programas públicos que tratem da memória e preservação do patrimônio no Brasil. Além disso, também apresentamos algumas proposições sobre o processo de remediação de um arquivo que não existe mais após a perda material da maioria de seus 20 milhões de itens a partir do conjunto de imagens fantasmagóricas que existem enquanto vestígio. Nesse sentido, analisamos uma variedade dessas imagens e possíveis categorizações desse museu imaginário memorialístico compartilhadas pelo público na hashtag #museunacionalvive. Abstract: This article addresses the visual content shared on Instagram about the National Museum of Rio de Janeiro after the fire that destroyed almost the entire collection on September 2, 2018. Through the analysis of hashtag #museunacionalvive ("the National Museum is alive"), and focusing the search on the first year after the tragic episode, we discuss how this archive without a museum (Foster, 1996) can be seen as a diffuse memorial created by collective memories shared online. In addition, we also present some propositions about the process of remediation of a file that no longer exists after the material loss of most of its 20 million items from the set of ghostly images that exist as a trace. We also argue that this involuntary memorial that appears spontaneously with the sharing of personal images from archives or other categories also exists as compensation for the lack of public programs that deal with the memory and preservation of heritage in Brazil. In this sense, we analyse a variety of these images and possible categorizations of this imaginary memorialistic museum shared by the public in the hashtag #museunacionalvive. Resumo: Este artículo aborda el contenido visual compartido en Instagram sobre el Museo Nacional de Río de Janeiro luego del incendio que destruyó casi toda la colección el 2 de septiembre de 2018. A través del análisis del hashtag #museunacionalvive ("el Museo Nacional está vivo"), y centrando la búsqueda en el primer año después del trágico episodio, discutimos cómo este archivo sin museo (Foster, 1996) puede verse como un memorial difuso creado por memorias colectivas compartidas online. Además, también presentamos algunas proposiciones sobre el proceso de remediación de un archivo que ya no existe tras la pérdida material de la mayoría de sus 20 millones de ítems del conjunto de imágenes fantasmales que existen como rastro. También argumentamos que este memorial involuntario que aparece espontáneamente con el intercambio de imágenes personales de archivos u otras categorías también existe como compensación por la falta de programas públicos que se ocupan de la memoria y la preservación del patrimonio en Brasil. En este sentido, analizamos una variedad de estas imágenes y posibles categorizaciones de este imaginario museo conmemorativo compartido por el público en el hashtag #museunacionalvive.
Este artigo apresenta trabalhos desenvolvidos nos últimos cinco anos, no campo das estéticas da memória, que operam na interface entre a arte e o patrimônio histórico. São eles: Memória da amnésia (2015), Memórias de areia, Monumento... more
Este artigo apresenta trabalhos desenvolvidos nos últimos cinco anos, no campo das estéticas da memória, que operam na interface entre a arte e o patrimônio histórico. São eles: Memória da amnésia
(2015), Memórias de areia, Monumento nenhum e Chacina da Luz (2019). Argumento, com base nesses projetos, e seguindo Jorge Otero-Pailos e Andreas Huyssen, que a arte potencializa novas abordagens das políticas de memória ao tensionar os procedimentos
institucionais de conservação e operar o dissenso com o mercado de tradições inventadas. Diferentes em suas linguagens e seus repertórios conceituais, os projetos comentados aqui mobilizaram reflexões acerca da potência da arte para tensionar o patrimônio, a partir de
perspectivas antimonumentais e de preservação experimental.
AS VERDADES DOS DEEPFAKES O uso de inteligência artificial vem borrando as fronteiras entre a realidade e a ficção, tornando cada vez mais difícil verificar a legitimidade de fotos e vídeos. Enquanto ainda se debate a ética da manipulação... more
AS VERDADES DOS DEEPFAKES O uso de inteligência artificial vem borrando as fronteiras entre a realidade e a ficção, tornando cada vez mais difícil verificar a legitimidade de fotos e vídeos. Enquanto ainda se debate a ética da manipulação digital, programas inventam imagens verossímeis, com consequências políticas e sociais imprevisíveis. Conhecidas como deepfakes, essas imagens vieram para ficar.
Este artigo analisa o impacto da Covid-19 na cultura urbana, atentando para as biopolíticas e as novas formas de controle dos corpos que se disseminaram mundialmente a partir da pandemia. Interessa olhar, neste momento em que, como nunca,... more
Este artigo analisa o impacto da Covid-19 na cultura urbana, atentando para as biopolíticas e as novas formas de controle dos corpos que se disseminaram mundialmente a partir da pandemia. Interessa olhar, neste momento em que, como nunca, somos tão digitais, as tecnopolíticas que o contexto pandêmico disparou. Afinal, a pandemia instrumentalizou, de forma exponencial, o uso de big data, a invasão da privacidade pelo uso massivo de dados da população e recursos de Inteligência Artificial, embutidos em aplicativos de monitoramento da propagação do vírus. Tais formas de controle algorítmico se impõem por um conjunto de instrumentos integrados às redes, via processos que remetem aos discursos sobre as smart cities, objeto aqui de uma revisão bibliométrica, com vista a mapear o estado da arte do conceito. Procedimentos como tecnologias de rastreamento de contato e câmeras termais foram largamente implantados durante a pandemia, ainda que sem debate público, com sucesso garantido pelo medo do contágio. A conclusão é que a doutrina do choque pós-coronavírus, além de produzir um aprofundamento do abismo de disparidades sociais, tem como um dos seus efeitos mais perversos a naturalização da vigilância a reboque das políticas de saúde pública. Nesse contexto, Estados-plataforma transnacionais, que se constituem nas alianças entre grandes corporações de tecnologia e o poder público, passam a colher dados privados, levando ao limite relações de poder e soberania já enunciadas por autores como Benjamin Bratton, Adam Greenfield e Paul Virilio. O artigo defende que revisitar a bibliografia sobre o tema das cidades inteligentes permite compreender como as dinâmicas de previsibilidade dos fatos e de apropriação dos dados, pressupostos das tecnoutopias das smart cities, consagram um novo urbanismo, alicerçado no controle dos dados, de caráter oligopolista e socialmente excludente, que se consolida no novo normal ditado pela Covid-19.
This article analyzes the impact of COVID-19 on urban culture, emphasizing biopolitics, and new forms of body control that have spread worldwide due to the pandemic. It is interesting to examine the technopolicies set off by the pandemic... more
This article analyzes the impact of COVID-19 on urban culture, emphasizing biopolitics, and new forms of body control that have spread worldwide due to the pandemic. It is interesting to examine the technopolicies set off by the pandemic environment at a time when, as never before, we are so digital. After all, the pandemic has exponentially instrumentalized big data, the invasion of privacy by the massive use of demographic data and Artificial Intelligence resources, embedded in applications for monitoring the virus dissemination. Such forms of algorithmic control are imposed by a set of instruments integrated into networks via processes that refer to smart cities' discourses. This concept is the object of a bibliometric review here, aiming at mapping its state of the art. Procedures such as contact tracking technologies and thermal cameras were widely implemented during the pandemic, albeit without a public debate, as the fear of contagion guaranteed its success. The conclusion is that, besides the deepening of the social disparities, one of the most perverse effects of the post-coronavirus shock doctrine is the naturalization of surveillance in the wake of public health policies. In this context, transnational platform-states, which constitute alliances between big technology corporations and public authorities, start collecting private data, pushing the edge relations of power and sovereignty already mentioned by authors such as Benjamin Bratton, Adam Greenfield, and Paul Virilio. The article argues that revisiting the bibliography on the topic of smart cities allows us to understand how the dynamics of predictability of facts and data appropriation, as presuppositions of smart cities technoutopies, enshrine new urbanism, based on the oligopolistic and socially dividing data control, which becomes more decisive in the new normal imposed by COVID-19.
Vídeo de Ilê Sartuzi enuncia as incertezas do presente a partir da vertigem do confinamento
A pandemia do coronavírus é também uma pandemia de imagens proliferadas entre câmeras térmicas, a intimidade extro-vertida em videoconferências, as projeções nas fachadas e as inúmeras reproduções da síntese computadorizada do vírus. Não... more
A pandemia do coronavírus é também uma pandemia de imagens proliferadas entre câmeras térmicas, a intimidade extro-vertida em videoconferências, as projeções nas fachadas e as inúmeras reproduções da síntese computadorizada do vírus. Não menos significativas, no contexto brasileiro, são as imagens do Presidente Bolsonaro, cujas fotos expressam sua visão política do coronavírus, e as das escavadeiras abrindo as valas das vítimas que sucumbiram à doença. Neste artigo, algumas imagens marcantes do isolamento social durante a COVID-19 no Brasil são analisadas como enunciados das retóricas visuais constitutivas da experiência cultural do novo normal. Com base na metodologia de Didi-Huberman em Cascas, parte-se dos registros imagéticos para compreender o contexto pandêmico. Apoiado nas discussões de Barthes, Foss e Mateus sobre retóricas visuais, o artigo defende que é a partir do campo das invisibilidades das imagens, que se compreende a dimensão biopolítica da pandemia. Palavras-chave: Retórica visual, estéticas da vigilância, invisibilidade, coronavírus
EYAL WEIZMAN FALA SOBRE O TRABALHO DO SEU LABORATÓRIO FORENSIC ARCHITECTURE E SUA PRÁTICA DAS “ESTÉTICAS FORENSES”, QUE VEM DESENVOLVENDO UMA METODOLOGIA ÚNICA PARA INVESTIGAÇÃO DE CRIMES DE GUERRA E ABUSOS DE PODER
Isolamento em tempos de pandemia impõe novas práticas e conceitos
Artigo discute como os atos de derrubadas de monumentos refletem a disputa de narrativas no espaço público e as estratégias artísticas que vêm direcionando a crítica de monumentos
Artigo para a Folha de S. Paulo discute reações dos museus e instituições culturais ao coronavírus
O artigo discute a biopolítica emergente no contexto da pandemia do coronavírus, com destaque para as estéticas da vigilância que coloca em pauta. O uso de mapas de calor, as cãmeras termais e o monitoramento dos corpos sem a necessidade... more
O artigo discute a biopolítica emergente no contexto da pandemia do coronavírus, com destaque para as estéticas da vigilância que coloca em pauta. O uso de mapas de calor, as cãmeras termais e o monitoramento dos corpos sem a necessidade de toque são alguns dos aspectos abordados. Publicado na série Lavits_Covid19_#15 da rede latino-americana de estudos sobre vigilância, tecnologia e sociedade
For this roundtable, we propose a debate about public policies of memory preservation based on the specificities of digital media culture. The ephemerality of these kinds of technologies and the intensification of personal and... more
For this roundtable, we propose a debate about public policies of memory preservation based on the specificities of digital media culture. The ephemerality of these kinds of technologies and the intensification of personal and non-professional process of digital documentation bring unprecedented ways of understanding the collections and cultural heritage of our times. We are experiencing not only an overproduction of data, which proliferates in new formats of storage in the networks but also a documentary overdose. Nevertheless, this not performs a cumulative system. Due to the speed with which technologies are discarded in shorter and shorter periods of time, loss, change, and even replacement will be more and more part of our conservation practice. For all these reasons, it seems particularly important to discuss how to deal with the cultural ambivalence of this very moment. In our debate, we will concentrate in three main axes: the online counter-collector, the open-source heritage and the digital museum as the museum of the unfinished.
Nunca se fotografou tanto como em nossa época. A cada um mísero segundo, quase 900 fotos são publicadas no Instagram. Uma média de 70 milhões de imagens por dia! Impossível não se espantar. Estamos em plena era da superprodução de... more
Nunca se fotografou tanto como em nossa época. A cada um mísero segundo, quase 900 fotos são publicadas no Instagram. Uma média de 70 milhões de imagens por dia! Impossível não se espantar. Estamos em plena era da superprodução de imagens, gerando uma overdose documental sem precedentes. Que desemboca no apagamento da memória e em uma estética da repetição.

Três obras artísticas recentes fazem um raio X desse estado das coisas, se apropriando da cultura visual das redes. São elas: Riccardo Uncut, de Eva e Franco Mattes (2018), e os projetos The Single Post Instagram (2017 – ), de Maurizio Cattelan, e Insta_Repeat de Emma Scheffer (2018).
O artigo analisa ações ativistas, notadamente com perfil artísticos, que operando nas intersecções do real expandido pelas redes. Discute as formas pelas quais esse ativismo, típico do século 21, indica possibilidades de mudança cultural... more
O artigo analisa ações ativistas, notadamente com perfil artísticos, que operando nas intersecções do real expandido pelas redes. Discute as formas pelas quais esse ativismo, típico do século 21, indica possibilidades de mudança cultural a partir da reprogramação dos
meios e de sua reverberação na esfera pública. Entre outros projetos são comentados: "Face to Facebook", de Alessandro Ludovico e Paolo Cirio (2010), "High Retention, Slow Delivery", de Constant Dullaart (2014), e "Go Rando" de Ben Grosser (2017)
Este artigo discute a conservação de obras de net art. Descreve a situação de overdose de produção documental fomentada pelas redes sociais e o seu impacto nas formas tradicionais de armazenamento e na cultura da... more
Este artigo discute a conservação de obras de net  art.  Descreve  a  situação  de  overdose  de  produção  documental  fomentada  pelas  redes  sociais e o seu impacto nas formas tradicionais de  armazenamento  e  na  cultura  da  memória  contemporânea. Situa a especificidade da net art no seu atrelamento a ambientes de fluxo, dinâmicos e sistêmicos, sobre os quais não se tem controle, implicando novos parâmetros de conservação  e  investiga  as  estéticas  particulares a esse contexto. Problematiza as instâncias políticas que transformaram a Internet em uma ambiente  de  vigilância,  impendido  o  acesso  a  sites  mais  antigos,  evidenciando  como  afetam  a  preservação  da  história  da  arte  on-line.  Ao  final,  apresenta  como  estamos  trabalhando com o MAC-USP, no desenvolvimento de uma metodologia de trabalho para lidar com obras de net art no universo museológico. A discussão é feita a partir do caso específico do site The Book after the Book (O Livro depois do livro) (1999), que demandou uma série de atualizações  e  reprogramação  de  códigos.  Com  base nessa experiência, sugere-se uma reflexão acerca dos museus de net art como museus do inacabado, do não reparado e do não recuperado. Essa estratégia pode permitir lidar com as irreversíveis perdas, sem contar com um pro-cesso iminente de desaparecimento.
Diferentemente do que ocorre com os textos, que podem ser rastreados semanticamente, os conteúdos visuais são mapeados pelo reconhecimento de alguns padrões, como linhas, densidades e formas geométricas. Esses padrões designam, por... more
Diferentemente do que ocorre com os textos, que podem ser rastreados semanticamente, os conteúdos visuais são mapeados pelo reconhecimento de alguns padrões, como linhas, densidades e formas geométricas. Esses padrões designam, por exemplo, o que supostamente são seios, nádegas e pênis. Podem, por isso, funcionar como primeiro operador da censura das imagens nas redes sociais, fato que vem se tornando cada vez mais corriqueiro.
Apesar de uma das máximas da contemporaneidade ser “a internet não esquece”, a verdade é que as redes sociais não nos deixam lembrar. A arquitetura de informação desses espaços de dados em fluxo não se presta a consultas retrospectivas. A... more
Apesar de uma das máximas da contemporaneidade ser “a internet não esquece”, a verdade é que as redes sociais não nos deixam lembrar. A arquitetura de informação desses espaços de dados em fluxo não se presta a consultas retrospectivas. A conservação de obras de net art, nesse contexto, implica pensar um conjunto de transformações em que se conjugam questões de impedimento de acesso às obras com mudanças do contexto a que as obras remetem (seus links ou plataformas associadas) e à própria infraestrutura da rede.
Research Interests:
Este artigo discute a expansão das cidades pelas tecnologias digitais. Destaca a presença dos dados no cotidiano e a forma como passam a interferir na paisagem urbana. Contempla desde a fusão da arquitetura com as interfaces remotas, que... more
Este artigo discute a expansão das cidades pelas tecnologias digitais. Destaca a presença dos dados no cotidiano e a forma como passam a interferir na paisagem urbana. Contempla desde a fusão da arquitetura com as interfaces remotas, que se reflete na ocupação de fachadas com LEDs e no mobiliário urbano responsivo, até os sistemas pervasivos, que aparecem em funcionalidades como sensores e câmeras automáticas, voltadas à vigilância. Especial atenção é dada a projetos artísticos, de design e arquitetura, que dilatam a compreensão do espaço
público, apropriando-se do seu espectro informacional. Entre outros são comentados as Homeless Projections de Wodiczko, o design de interface do WZ Hotel, projetado por Guto Requena, em São Paulo, e Dronestream, de Josh Begley.
Ao desconstruir modelos de vigilância e controle e arriscar propostas
para emergências urbanas, esses projetos apontam para outra compreensão das cidades mediadas pelas redes, apostando em formas de urbanismo open source. Cidades de inteligência distribuída, expandidas e não controladas por tecnologias corporativas. Cidades participativas, portanto, e não meras aplicações de interação baseada em sistemas de ação e reação imediata.
Research Interests:
O presente artigo trata da experiência de realização da exposição Arquivo e Ficção, durante a 3ª Bienal da Bahia (2014), que levou para o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), um grupo de artistas para desenvolverem suas pesquisas e... more
O presente artigo trata da experiência de realização da exposição Arquivo e Ficção, durante a 3ª Bienal da Bahia (2014), que levou para o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), um grupo de artistas para desenvolverem suas pesquisas e obras, em torno do acervo e da história do Arquivo Público. Como tornar público o arquivo público?, foi a partir desta indagação que o projeto curatorial foi organizado com o objetivo de discutir a invisibilidade do Arquivo Público e dos arquivos em geral.
Este artigo pretende tratar de um projeto específico, que nasce de um diálogo entre as autoras do artigo, a saber, curadora e artista e de uma indagação comum: Como narrar a história do lugar? Se as pedras pudessem falar o que elas nos contariam?
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O texto apresenta o graffiti nova-iorquino dos anos 1980 como uma arte de ocupação. Situa suas origens no contexto do Hip Hop e discute sua potência de corrosão da função pedagógica da arte pública, como instrumento de conformação... more
O texto apresenta o graffiti nova-iorquino dos anos 1980 como uma arte de ocupação. Situa suas origens no contexto do Hip Hop e discute sua potência de corrosão da função pedagógica da arte pública, como instrumento de conformação comportamental às regras políticas e sociais do espaço urbano. Mapeia sua absorção pelo mercado de arte e a atualização de suas linguagens e de suas potências para evidenciar, a um só tempo, a fragilidade e a força dos limites territoriais; a vulnerabilidade e o intransponível das regras da indústria cultural.
Brazilian production in the field of digital culture indicates an emerging technophagic tendency, a process that devours and grinds technology and which is mediated by a critical, creative use of the media. Such tendency appears in... more
Brazilian production in the field of digital culture indicates an emerging technophagic tendency, a process that devours and grinds technology and which is mediated by a critical, creative use of the media. Such tendency appears in alternative economic models, artistic practices that promote other actions, and pirate systems devoted to collective uses of telecommunications.
... Editorial. Sitios de Interés. Novedades Editoriales. Ediciones especiales. Proyecto Internet. Carr. Lago de Guadalupe Km. 3.5, Atizapán de Zaragoza Estado de México. Tels. (52)(55) 58645613 Fax. (52)(55) 58645613. Arte Wireless. Por... more
... Editorial. Sitios de Interés. Novedades Editoriales. Ediciones especiales. Proyecto Internet. Carr. Lago de Guadalupe Km. 3.5, Atizapán de Zaragoza Estado de México. Tels. (52)(55) 58645613 Fax. (52)(55) 58645613. Arte Wireless. Por Giselle Beiguelman Número 41. ...
• The no) on of the non-‐place accented by shared Recep) on as a result of context defined by place, even if it is a non-‐place• Nomadic aXen) on?•“… it is important to highlight some meanders of their crea) ve processes, because more... more
• The no) on of the non-‐place accented by shared Recep) on as a result of context defined by place, even if it is a non-‐place• Nomadic aXen) on?•“… it is important to highlight some meanders of their crea) ve processes, because more than guiding the development of those series of nomadic art projects, they could be indicated as their presupposi) ons or condi) ons for existence."
Transformar o dado em informação, e a informação em conhecimento, depende de expertise, análise e interpretação. Isso é curadoria de conteúdo, um privilégio humano, demasiadamente humano.
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A oposição real/virtual é um mero anacronismo do século XX. Somos hoje corpos “ciborguizados” pelos celulares, uma espécie de ponto conexão permanente que nos expande para além do aqui e nos insere em um tempo de eterno agora. Telas de... more
A oposição real/virtual é um mero anacronismo do século XX. Somos hoje corpos “ciborguizados” pelos celulares, uma espécie de ponto conexão permanente que nos expande para além do aqui e nos insere em um tempo de eterno agora. Telas de diferentes portes e com novos recursos remodelam as noções de espaço doméstico e privacidade.
Aplicativos de Realidade Aumentada (RA) inserem camadas de informação no ambiente urbano e redefinem o espaço público.
Os materiais dos objetos que nos rodeiam são fruto de equações químicas, e as pessoas são remodeladas em centros cirúrgicos que nos transformam em compostos de botox, silicone, carne e sangue. A qualquer momento teremos nosso DNA disponível no Google.
Nossa comida nasce em laboratórios e os cientistas nos prometem
um mundo povoado de clones e novos seres artificiais. Vivemos mediados por redes sociais, como Twitter e Facebook, e a internet é um dos palcos privilegiados de mobilização política.
Não há dúvida. A era do virtual ficou na primeira década do século. O real engole tudo e nos põe no centro de redes interconectadas acessíveis, literalmente, na palma da mão.
Vivemos no mundo do pós-virtual e isso não significa apostar numa volta ao mundo analógico. Ao contrário. Significa assumir que as redes se tornaram tão presentes no cotidiano e que o processo de digitalização da cultura é tão abrangente, que se tornou anacrônico pensar na dicotomia real/ virtual. O mundo da Internet das Coisas já se anuncia no presente, prevendo que todos os objetos do cotidiano estarão conectados às
redes e entre si. Isso demandará profundas transformações tecnológicas e impõe um amplo espectro de discussões éticas e políticas, uma vez que a ideia de ambientes em que endereços IP (Internet Protocol) estarão relacionados a tudo – de objetos de consumo a lugares – pressupõe uma escala de rastreamento, tanto quanto um grau de interconectividade criativa, sem precedentes.
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Entrevista integrante de Barranha, Helena; Martins, Susana S.; Ribeiro, António Pinto (eds.) (2015) . Museus sem lugar: ensaios, manifestos e diálogos em rede, Lisboa: Instituto de História da Arte, FCSH - Universidade Nova de Lisboa.... more
Entrevista integrante de Barranha, Helena; Martins, Susana S.; Ribeiro, António Pinto (eds.) (2015) . Museus sem lugar: ensaios, manifestos e diálogos em rede, Lisboa: Instituto de História da Arte, FCSH - Universidade Nova de Lisboa. ISBN: 978-989-99192-4-2.
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O código computacional está para as linguagens de programação assim como a palavra está para a comunicação verbal. Artistas como Eduardo Kac e designers como Guto Requena exploram em suas obras as poéticas da cultura codificada pelos... more
O código computacional está para as linguagens de programação assim como a palavra está para a comunicação verbal. Artistas como Eduardo Kac e designers como Guto Requena exploram em suas obras as poéticas da cultura codificada pelos processos de digitalização.
This paper addresses the aesthetics of memory emerging on the horizon of digital culture, discussing the notions of ruin, conservation and archive, in relation to contemporary processes of “documentary overdose”, loss and planned... more
This paper addresses the aesthetics of memory emerging on the horizon of digital culture, discussing the notions of ruin, conservation and archive, in relation to contemporary processes of “documentary overdose”, loss and planned obsolescence.
Research Interests:
As cidades contemporâneas foram expandidas pelas tecnologias digitais. Elas permitiram a ocupação de fachadas com telas e acesso, via aplicativos, a informações que vão do fluxo do trânsito ao mapeamento de remoções decorrentes de obras... more
As cidades contemporâneas foram expandidas pelas tecnologias digitais. Elas permitiram a ocupação de fachadas com telas e acesso, via aplicativos, a informações que vão do fluxo do trânsito ao mapeamento de remoções decorrentes de obras públicas. Se, ao longo dos anos 1990, os especialistas discutiam como apropriar-se das redes para tornar a cidade mais interativa, hoje, com a capilarização da tecnologia, a aposta é em como utilizá-las para interferir no cotidiano das cidades.

A discussão sobre “cidades inteligentes” cede, assim, espaço para a de cidadania, reinventando as formas de ocupar as ruas e as próprias noções de política urbana. Não se trata mais de apenas planejar e regrar o espaço coletivo, mas, sim, de como mobilizar para que essas regras sejam fluidas o suficiente para constituir e reconstituir o uso comum, conforme as necessidades do momento. Um exemplo básico: como fazer com que os carros parem de fato no farol vermelho e os pedestres atravessem apenas na faixa de segurança? E uma questão mais complexa: como migrar da ideia de uma cidadania digital – que se esgota no uso de aplicativos – para as práticas de uma cidadania em rede, pautada pela ação colaborativa entre todos?
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Artigo defende que nessa época de obsessão pela  juventude eterna e de operações urbanas que visam um verdadeiro "lifting" da paisagem das cidades, as ruínas são o nosso espaço crítico
A cultura pop celebriza o passado na música, na moda, no design, na arquitetura e no entretenimento, transformando o momento em monumento ao presente que não foi. Restaura-se tudo, de GIFs animados – tecnologia de animação da primeira... more
A cultura pop celebriza o passado na música, na moda, no design, na arquitetura e no entretenimento, transformando o momento em monumento ao presente que não foi. Restaura-se tudo, de GIFs animados – tecnologia de animação da primeira
época da internet – a filmes clássicos e blockbusters, a estéticas do VHS e games
populares dos anos 1980, como o Atari. Entre lixos e obras-primas, fica
a pergunta: do que sentiremos saudade no futuro, se o nosso presente é pura “re”produção do passado?
Este artigo aborda as ambivalências das redes sociais como espaços de controle e de potencialização de novas articulações socioculturais. Destaca procedimentos de colonização da percepção e corporativização das subjetividades,... more
Este artigo aborda as ambivalências das redes sociais como espaços de
controle e de potencialização de novas articulações socioculturais. Destaca
procedimentos de colonização da percepção e corporativização das subjetividades,
embutidos em recursos de publicidade direcionada presentes em contextos como o do Facebook, e contrapõe a eles projetos de redes alternativas e operações ativistas. Parte-se da constatação de que as redes sociais são um dos elementos característicos da cultura urbana contemporânea, para investigar de que formas suas tensões implicam tanto dinâmicas de estriamento (estratificação e apropriação) do espaço informacional, como de liberação de seus devires e potências em aberto. Conclui-se que essas redes são hoje constitutivas das possibilidades de mudança cultural, mudanças essas que são operacionalizadas por movimentos sociais, ao propor e desencadear descontinuidades com as relações de poder embutidas na ecologia midiática atual.

Palavras-chave: mídias sociais, Web 2.0, ativismo, hacktivismo, publicidade
direcionada, vigilância
A popularização dos dispositivos portáteis de comunicação sem-fio com possibilidade de conexão à Internet 1 apontam para a incorporação do padrão de vida nômade e indicam que o corpo humano se transformou em um conjunto de extensões... more
A popularização dos dispositivos portáteis de comunicação sem-fio com possibilidade de conexão à Internet 1 apontam para a incorporação do padrão de vida nômade e indicam que o corpo humano se transformou em um conjunto de extensões ligadas a um mundo cíbrido, pautado pela interconexão de redes e sistemas on e off line.
Ambas alteram nossas formas de ver, perceber e entender não só a arte mas os limites entre as noções e experiências do que é público e do que é privado. E isso não só pelas relações interpessoais e translocais que promovem. Mas porque... more
Ambas alteram nossas formas de ver, perceber e entender não só a arte mas os limites entre as noções e experiências do que é público e do que é privado. E isso não só pelas relações interpessoais e translocais que promovem. Mas porque introduzem dimensões inéditas da relação entre artistas e corporações, especialmente no que tange aos celulares.
A cultura pop celebriza o passado na música, na moda, no design, na arquitetura e no entretenimento, transformando o momento em monumento ao presente que não foi. Emerge daí um presente não necessariamente assombrado pelo fake e pelo... more
A cultura pop celebriza o passado na música, na moda, no design, na arquitetura e no entretenimento, transformando o momento em monumento ao presente que não foi.
Emerge daí um presente não necessariamente assombrado pelo fake e pelo vintage, mas um processo de esvaziamento da história, em que ao passado cumpre apenas a função de fornecer uma capa divertida ao presente. Restaura-se tudo, de GIFs animados – tecnologia de animação da primeira época da internet – a filmes clássicos e blockbusters, a estéticas do VHS e games populares dos anos 1980, como o Atari. Entre lixos e obras-primas, fica a pergunta: do que sentiremos saudade no futuro, se o nosso presente é pura “re”produção do passado?
Tarantino é o mestre do Avant-pop. Algoz irônico e antropofágico da indústria hollywoodiana e do entretenimento pasteurizado, aqui não há lugar para patrulhas que desprezam a cultura de massas, tratando seus produtos como lixo industrial.... more
Tarantino é o mestre do Avant-pop. Algoz irônico e antropofágico da indústria hollywoodiana e do entretenimento pasteurizado, aqui não há lugar para patrulhas que desprezam a cultura de massas, tratando seus produtos como lixo industrial. Ela está no nosso horizonte e seus clichês estão aí para serem devorados pelas inúmeras estratégias de haqueamento simbólico.
How is it possible, nowadays, not to think of cultural memory as both an economic issue and a service that should call for some sort of ethical code? After all, personal memories are increasingly mediated by corporations – which appear as... more
How is it possible, nowadays, not to think of cultural memory as both an economic issue and a service that should call for some sort of ethical code? After all, personal memories are increasingly mediated by corporations – which appear as big data repositories – through services that are interrupted as soon as they are no longer considered an interesting niche market. [remember geocities…]
A net art foi desde sempre um problema no espaço, por não se enquadrar nas tradições expositivas. Tornou-se um problema para o tempo, desaparecendo com os sites que linkava, os servidores que a abrigaram e as tecnologias que consolidaram... more
A net art foi desde sempre um problema no espaço, por não se enquadrar nas tradições expositivas. Tornou-se um problema para o tempo, desaparecendo com os sites que linkava, os servidores que a abrigaram e as tecnologias que consolidaram a obra
Criador do site UbuWeb e de curso universitário sobre escrita não criativa, Kenneth Goldsmith propõe uma abordagem democrática e libertária para a criação literária
Fomos ciborguizados pelos celulares, uma espécie de ponto de conexão permanente que expande nossos corpos para além do aqui e nos insere em um tempo de eterno agora. Telas de diferentes portes e com novos recursos remodelam as noções do... more
Fomos ciborguizados pelos celulares, uma espécie de ponto de conexão permanente que expande nossos corpos para além do aqui e nos insere em um tempo de eterno agora.
Telas de diferentes portes e com novos recursos remodelam as noções do espaço doméstico e da privacidade. Aplicativos de Realidade Aumentada inserem camadas de informação no ambiente urbano e redefinem o espaço público. Os materiais dos objetos que nos rodeiam são frutos de equações químicas que e as pessoas são remodeladas em centros cirúrgicos que nos transformam em compostos de botox, silicone, carne e sangue. A qualquer momento teremos nosso DNA disponível no Google. Nossa comida nasce em laboratórios e os cientistas nos prometem um mundo povoado de clones e seres artificiais. Vivemos mediados por redes socias, como o Twitter e o Facebook, e a internet é um dos palcos privilegiados de mobilização política. Não há dúvida. A era do virtual ficou na primeira década do século. O real engole tudo e nos põe no centro de redes interconectadas acessíveis.
Brazilian production in the field of digital culture indicates an emerging technophagic tendency, a process that devours and grinds technology and which is mediated by a critical, creative use of the media. Such tendency appears in... more
Brazilian production in the field of digital culture indicates an emerging technophagic tendency, a process that devours and grinds technology and which is mediated by a critical, creative use of the media. Such tendency appears in alternative economic models, artistic practices that promote other actions, and pirate systems devoted to collective uses of telecommunications. In spite of their different profiles, they are a phenomenon directly related to Brazil’s forms of insertion in the globalization process.

Keywords: Creative Economy, Agency, Digital Culture, Piracy
Starting from the technological development of the medias, we can delineate a great change in all the areas of the knowledge, constituting new paradigms for the construction of messages that will base the digital culture. This work has as... more
Starting from the technological development of the medias, we can delineate a great change in all the areas of the knowledge, constituting new paradigms for the construction of messages that will base the digital culture. This work has as objective understand which the ...
... For an aesthetics of transmission. Giselle Beiguelman. Abstract. This article addresses some urban interventions I did between 2002 and 2004 using commercial electronic billboards. All those projects happened in networked ...

And 3 more

Este paper discute a preservação digital em museus de arte contemporânea, analisando obras de net art criadas nos anos 1990. Aborda as transformações relacionadas às nuvens computacionais, que implicaram novos regimes de padronização,... more
Este paper discute a preservação digital em museus de arte contemporânea, analisando obras de net art criadas nos anos 1990. Aborda as transformações relacionadas às nuvens computacionais, que implicaram novos regimes de padronização, incompatíveis com o tipo de programação dos primeiros sites artísticos.

Nesse contexto, para além da obsolescência tecnológica, a conservação das obras de net art passou a lidar com a obsolescência ideológica. Na discussão, destaca-se o caso de O livro depois do livro (1999), de minha autoria, e sua incorporação ao acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP).

As dificuldades de acesso ao site, devido aos novos padrões de segurança da Internet, transformaram-se em uma discussão sobre procedimentos de conservação e inserção de obras de net art em um acervo museológico. Em detrimento de procedimentos de recuperação do sistema, optou-se pela sua atualização integral. O resultado é um novo original ou “original de segunda geração” a ser publicado na comemoração dos 20 anos da obra (2019).

Palavras-chave: preservação digital, net art, nuvens computacionais, obsolescência tecnológica, museus de arte contemporânea

(Paper apresentado em Besides The Screen Conference 2018: Vaults, Archives, Clouds and Platforms: Archiving and Preservation in the 21st Century. CIAC-ISMAI, Porto, PT, 5 – 6 July 2018.)
En esta Masterclass presento un conjunto de trabajos desarrollados en los últimos cinco años en el campo de las estéticas de la memoria. Su enfoque son las políticas del olvido en el espacio público y mediático. Son trabajos... more
En esta Masterclass presento un conjunto de trabajos desarrollados en los últimos cinco años en el campo de las estéticas de la memoria. Su enfoque son las políticas del olvido en el espacio público y mediático. Son trabajos experimentales llevados a cabo a través de intervenciones artísticas en el espacio público, en el ámbito de las redes y en los espacios informacionales.

En relación con los espacios urbanos abordo los proyectos Belleza convulsiva tropical, obra realizada en la 3ra Bienal de Bahía (2014), en Salvador, y Memoria de la Amnesia (2015/2016), en San Pablo. En estos proyectos destaco las estrategias de invisibilización y ocultamiento y la supresión de imágenes como ejes rectores de las políticas del olvido.

En el plano de los espacios informacionales retomo cuestiones que remiten a mis trabajos con medios digitales. Para eso cierro con el proyecto ¿Ya es ayer?, un largo ensayo visual que documentó, de 2010 a 2017, las transformaciones de la zona portuaria de Río de Janeiro en el marco del proyecto Puerto Maravilla, con énfasis en la demolición del Viaducto Perimetral y el entorno de la Plaza Mauá.

Masterclass, Bytefootage Festival. Buenos Aires, 05 de maio de 2018.
Research Interests:
Trecho da Tese de Livre-docência de Giselle Beiguelman. --- O conjunto de ensaios aqui reunidos está dividido em duas partes. Na primeira concentram-se estudos relacionados às cidades expandidas pelas redes. Na segunda, investigações... more
Trecho da Tese de Livre-docência de Giselle Beiguelman.

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O conjunto de ensaios aqui reunidos está dividido em duas partes. Na primeira concentram-se estudos relacionados às cidades expandidas pelas redes. Na segunda, investigações sobre a memória cultural e suas relações com a arte contemporânea. Nos textos sobre cidades e redes, ênfase particular é dada ao impacto do processo de digitalização da cultura no cotidiano, destacando-se os sistemas de controle e os novos formatos de resistência e ativismo que emergem no século 21. Outro ponto relevante desse conjunto de discussões são as estéticas mediadas pela internet, que pontuam todos os ensaios dessa primeira parte. Arremata esse primeiro bloco uma obra de net arte - #cidadESpelhadas. Nela são explorados aspectos do design de interface e a volatilidade da paisagem urbana retratada por câmeras online. Esse ensaio faz a passagem para a segunda parte, onde um dos focos é a premência de pensar novos paradigmas de preservação do patrimônio cultural em face da explosão documental do século 21 e da rápida obsolescência dos sistemas de armazenamento digital. Nesse contexto são discutidos ainda projetos como Memória da amnésia, entre outros, em que a arte contemporânea aponta procedimentos para tensionar as políticas de patrimônio cultural, dos pontos de vista arquitetônico, institucional e conceitual. Nas duas partes do trabalho procurou-se articular a produção teórica e as experimentações artísticas sem criar divisões entre os campos das ideias e das práticas. Operou-se com ambos como formas de pensamento e problematização distintas, com potências específicas para abordar as relações entre arte, design e patrimônio histórico na cultura urbana contemporânea.
Entrevista no Nexo Jornal sobre arte contemporânea e Instagram, a propósito do lançamento do perfil de Cindy Sherman
Research Interests:
Livro publicado pela editora Fluxos, a partir do Seminário Design Político organizado por Alemar Rena e Natacha Rena, em Belo Horizonte, em 2012.
O Curso abordará o período do Renascimento ao Barroco nas artes plásticas européias destacando a contribuição de artistas e tratadistas, de modo a sublinhar transformações das artes figurativas. Propicia-se complementação da formação dos... more
O Curso abordará o período do Renascimento ao Barroco nas artes plásticas européias destacando a contribuição de artistas e tratadistas, de modo a sublinhar transformações das artes figurativas. Propicia-se complementação da formação dos alunos que, na primeira etapa, aferiram o ciclo artístico de David à atualidade.